(Sobre plantas e pessoas)

A moça que falava com os olhos, na verdade uma senhora, que já viu muita coisa durante a sua vida ou, como dizem, muita água passar por debaixo da ponte.
Eu, no meu olhar atento, desejo abraçá-la e agradecer por sua existência e seu serviço à humanidade. Ela que, naquela esquina, reconhece e encontra velhos e novos clientes.

Ela, que é puro acolhimento para sua filha, seu neto e esposo. Sempre tem gente nesse lugar que me parece uma sala de estar, de chegar.
Eu pergunto nomes de plantas, para o que elas servem e me permito dizer um pouco do que sei em reconhecimento ao que recebo de conexão com seu olhar.

Ela sorri como quem diz:
- Não entendo o que você está dizendo, mas posso te ajudar na sinceridade que me permitiste, observando a arte de falar com os olhos, a arte de escutar com as mãos e a de caminhar em pensamento, sentimento e ação, já me colocando em serviço e me preparando para reconhecer, para oferecer, para desenvolver a habilidade de ser em serviço, em humanidade.

Poesia nascedora do mundo
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