
Ao passo que escrever, passado presente de se ver, intrigada fiquei com esse questionamento, pensando que o lápis já não me acompanha. Teria eu me esquecido dele?
Lápis duro que já não me acompanhaminhas raízes de dura madeira,
é o questionamento que me segue.
Do peso, da forma, do contato com o papel, pele da árvore, natureza em forma.

Urucun que a natureza presenteiae me reescrevo sob matizes vermelhos africanosmagiciada em meu turbante mármore.
Hoje vivi um luto de alguém que se foi ao fogo, transmutação, como podemos nos tornar fonte de inspiração transbordante de toda minha inspiração ancestre. Todo o tempo todo.
Aprendi a dizer não, reconhecer meus contornos e traçar limites. Não são limitações, mas eles me dizem que já não preciso fazer tanto movimento.
Ações concretas munidas de presença e conteúdo.
Conteúdo esse (bruto e moldável) que me permite aceitar minha pequenina parte do todo.

Volto a esse espaço de me perceber infantil e aceitar que a adulta que sou coexiste com a criança pequenina que acolho, que brinco e me esbaldo,que me realizo e me feminilizo.
Como me saboreio ao estudar,munir-me de conhecimento, mesmo que mais fluido do que a repetição do abc, percebo me permitir ser fluxo, me tudo perceber rio,nesse desabar.
Só cursar, acalentar, seguir, acompanhar, letrar, palavrear, poetizar,
desabar torrencialmente na Cachoeira Dourada onde vou me banhar..

Herdeiras e Herdeiros de Quintal
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